Comissão de controle social é oficializada

12/01/2018

No dia 10 de janeiro de 2018 os TAEs da UFSC deram um passo muito importante ao movimento: foi oficializada a comissão de controle social proposta pela assembleia da categoria. Os nomes foram aprovados em 21 de dezembro de 2017, dois dias depois de a categoria impedir a instalação do ponto biométrico de controle de frequência. Na ocasião os trabalhadores demonstraram o absurdo da proposta de instalação do ponto eletrônico em uma universidade, além de provarem a ausência de uma decisão judicial que impusesse tal arbitrariedade, como era alegado. 

Após somente dois dias de análise do processo, a comissão designada em assembleia da categoria desconstruiu a interpretação de que a justiça havia determinado à universidade a implantação do ponto biométrico. Em leitura ao processo, os TAEs perceberam que a decisão judicial apontava à necessidade de um controle de frequência eletrônico, mas era explícita que a forma desse controle competia à universidade propor. Não havia, portanto, qualquer decisão judicial impondo o ponto biométrico. A comissão ainda desvelou a narrativa de que as máquinas licitadas não poderiam ser devolvidas, demonstrando que a modalidade licitatória somente acarretaria em custos à instituição se alguma das máquinas fosse instalada.

Impedir a instalação e compra do ponto, no entanto, não seria suficiente aos anseios da categoria. Os trabalhadores trouxeram, então, à tona a proposta que a categoria reivindica há anos: o controle social de assiduidade. Diante disso, no apagar das luzes do ano, a categoria indicou oito nomes para compor uma comissão para a materialização da proposta. E no dia 10 de janeiro a atual reitoria da UFSC atribuiu vinte horas semanais aos indicados para, no prazo de três semanas, apresentarem proposta de controle de assiduidade na instituição.


Como será produzida a proposta de controle social

A comissão realizou sua primeira reunião hoje, dia 12/01, às 12h. O prazo dado pela administração central indica a finalização dos trabalhos em 31 de janeiro próximo O exíguo prazo limita a comissão à elaboração de uma proposta, ao contrário do acordado no fim de 2017, em que seria constituída uma comissão para a implantação do controle social de assiduidade. Dessa forma, o trabalho da comissão será bastante pontual e restrito à elaboração de uma proposta. A comissão ainda não tem sua portaria emitida, mas pretende no decorrer da próxima semana lançar uma página na internet para diálogo com a categoria e promover formas de materializar as discussões da categoria em uma proposta real de controle democrático de assiduidade.