Ninguém Fica para Trás: Movimento avança e reitor receberá comissão nesta sexta (18)

18/05/2018

Na quinta, 17 de maio de 2018, o movimento em solidariedade a TAE Juliane conquistou o compromisso da gestão na apreciação pelo reitor do recurso impetrado pela trabalhadora.

Às 15h do dia 17, o Reitor Ubaldo Balthazar foi recepcionado por trabalhadores em sua chegada ao gabinete da Reitoria, momento no qual lhe foi entregue em mãos os pareceres exarados pela procuradoria da UFSC, os quais admitem a possibilidade de reconsideração dos atos administrativos pelo reitor.

Em seguida, às 15h30, a comissão de acompanhamento eleita em assembleia do Sintufsc se encontrou em audiência com a pró-reitora de gestão de pessoas, o chefe de Gabinete e demais assessores. Na reunião reafirmou-se a posição tirada em assembleia de que fossem apresentadas pela administração esclarecimentos públicos sobre os ritos processuais do estágio probatório dos TAEs, além de se enfatizar a necessidade de isonomia no tratamento entre as carreiras dos servidores públicos da instituição, que permite ao docentes cinco instâncias recursas e aos TAEs somente uma, a Prodegesp, que tem se eximido de analisar recursos, acarretando na ausência de instâncias recursais e, em alguns casos, no uso do estágio probatório como instrumento de assédio dos avaliadores.

O caso Juliane: reitor receberá comissão dos TAEs

Na reunião de mais de 2h do dia 17, após esclarecimentos da comissão a respeito do caso específico de Juliane e dos prejuízos sofridos pela colega pela interpretação equivocada de diversos elementos do já problemático rito de estágio probatório dos TAEs, a gestão se comprometeu em se reunir com a comissão antes de exarar qualquer ato. Após algumas horas do fim da reunião, a Administração Central entrou em contato com o Sintufsc e convocou a comissão eleita em assembleia a se reunir com o reitor nesta sexta, 18 de maio, para debater o caso.

A avaliação dos participantes da reunião, após os intensos debates, é que a reitoria reconhece que a trabalhadora teve sua avaliação prejudicada e que os atos podem ser revistos. Além disso, é consenso entre os TAEs e a gestão que o estágio probatório na UFSC não é isonômico entre TAEs e docentes e que faltam instâncias recursais e mecanismos para assegurar a avaliação apenas quanto ao exercício do cargo, sem avaliações pessoais e políticas.

Nesse sentido, durante a reunião desta quinta (17), a Administração Central afirmou que já trabalha em uma nova resolução para o estágio probatório, que irá em breve para consulta à comunidade.

A expectativa do movimento agora é que a reunião desta sexta (18), que será realizada no Gabinete da Reitoria, a partir das 15h, traga resoluções ao caso de Juliane e que não se cometa uma injustiça por encaminhamentos e interpretações equivocadas da atual (e problemática) normatização interna de estágio probatório aos TAEs. Se espera que Juliane tenha agora seus direitos preservados e seja avaliada em seu exercício profissional do cargo em que foi aprovada em concurso público, e que seu caso sirva de base para corrigirmos, de uma vez por todas, as distorções das legislações federais sobre estágio probatório que atualmente ocorrem na UFSC. Mas, enquanto os TAEs não conquistam definitivamente uma nova normatização interna, alinhada à legislação federal, de um estágio probatório isonômico e justo, a solidariedade se fará presente, e nenhum TAE deixará de ser representado pelo movimento, pois, ninguém fica para trás!!

#SomostodosJuliane